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Formato: 14x21
Acabamento: Brochura
Páginas: 208
ISBN: 978-65-84999-88-6

 

O livro

 

Há dores que o tempo não apaga. Algumas permanecem escondidas sob a superfície, entre raízes profundas, alimentando medos, silêncios e formas de proteção que um dia foram necessárias para sobreviver.

Neste livro, Jaques Douglas Pereira Helmer transforma essa experiência humana em uma delicada alegoria sobre memória, trauma e reconstrução. Em uma fazenda onde árvores sentem, recordam e carregam as marcas do que viveram, uma mangueira cresce aprendendo a sobreviver à escassez de afeto, à solidão e a feridas que ainda não consegue compreender.

Com o passar do tempo, ela desenvolve maneiras de suportar a dor – algumas a protegem; outras também a impedem de florescer. Até que a chegada de uma Pelicana inaugura uma relação construída com paciência, respeito e confiança. É por meio dessa metáfora que experiências difíceis de nomear ganham forma: negligência emocional, abuso, trauma, mecanismos de defesa, sofrimento psíquico e psicoterapia aparecem transfigurados em sementes, raízes, seiva, tempestades, frutos e cicatrizes. A narrativa percorre, primeiro, a descoberta e a elaboração do passado para, depois, alcançar um desafio ainda mais complexo: continuar vivendo quando antigas feridas encontram novas tempestades.

O livro mostra que a ferida não precisa desaparecer para que a vida recomece: ela pode se tornar o lugar onde algo novo encontra sustentação. Com sensibilidade e esperança, o autor nos convida a olhar para as próprias raízes sem permanecer aprisionado a elas – e a compreender que superar talvez não seja voltar a ser quem se era antes da dor, mas aprender a florescer de outra maneira.

 

O autor

 

Jaques Douglas é filho da Do Carmo, esposo da Joice e pai da Laís. Policial militar, é também alguém que enfrentou desafios e encontrou na superação a inspiração para escrever. Acredita no poder transformador das palavras e, nesta obra, convida o leitor a irrigar solos áridos, cultivar novas possibilidades e transformar cicatrizes em histórias de superação que merecem ser contadas.

 

Trecho do livro

 

“Pela primeira vez, ela percebeu que aquela cicatriz não era apenas uma lembrança da tempestade. Era também o lugar onde uma nova vida começava a se apoiar.

Já não se sentia uma árvore remendada. Sentia-se um lar.”

 

Prefácio

 

Escrever um livro é um ato de coragem. Este é, além disso, um ato de generosidade e ternura.

O autor, com maestria e sensibilidade, nos leva a percorrer um pomar de memórias e afetos, numa jornada que passa pelo silêncio da dor e pelo diálogo que cura. Trajetória que é brilhantemente traduzida em arte e instrumento de transformação pelo poder inefável da palavra.

Tive a honra de acompanhar o desenvolvimento desta obra, assim como o renascer desta árvore, que, por muito tempo, esqueceu sua capacidade de florescer.

Talvez você também já tenha sentido que reage ao presente aprisionado ao passado, que passa pelas diversas estações sem chegar ao florescer, que está enraizado em um solo marcado pela dor, que as feridas ainda pulsam e alteram o sabor dos seus frutos... então, permita-se ser acolhido por essas páginas, que trazem uma história viva, em movimento, como a de cada um de nós e que nos leva a olhar para as próprias dores com paciência, compaixão e sabedoria e a entender que a superação não apaga o que passou, mas planta possibilidades para uma doce e abundante colheita.

Nestas linhas, o autor honra histórias e vínculos e nos mostra, de forma emocionante, que a cura acontece no encontro, no decorrer de uma travessia dolorosa, mas libertadora, a partir de um olhar que lê a árvore sem invadi-la, que ampara com delicadeza, que acolhe sem julgar e que acredita sem forçar.

A partir dessa relação transformadora, a confiança é restaurada, a consciência se expande e permite nomear aquilo que o trauma silenciou. Assim, são produzidas novas formas de enfrentamento e um novo sentido é dado à vida, possibilitando uma herança de força e resiliência para os próximos plantios.

Este livro é um convite corajoso para que você, caro leitor, possa reconhecer suas sementes, olhar para suas raízes, irrigar o solo, acolher marcas e cicatrizes, compreender as tempestades e buscar o amparo e o cuidado necessários para pensar as próprias transformações e encontrar o propósito para florescer e o tempo propício para a colheita.

 

Com admiração, respeito e gratidão,

Olívia Dutra Carvalho de Moraes